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No trenó com o Pai Natal

por Carla Sousa


Ana sempre achou o natal monótono: família distante, comida tradicional e presentes obrigatórios, tornavam o natal pouco entusiasmante. Ela queria um natal repleto de paixão, surpreendente e inesquecível. Todas as células do seu corpo ansiavam por isso. Quando decidiram passar o natal fora, Ana ficou surpresa mas rapidamente apercebeu-se que o local foi a única mudança daquela época natalícia.


Desiludida, decidiu aproveitar uma oferta do hotel com um passeio de trenó ao luar pelo bosque. Ana achou o momento tão lindo que se emocionou por não ter com quem o partilhar, para além do velho ,vestido de vermelho, que conduzia o trenó. Ele deverá ter sentido o mesmo e, quando parou de repente, Ana sentiu o homem suspirar.


Sem conter a curiosidade, aproximou-se do pai natal e reparou que as suas mãos eram lisas como alguém da sua idade. Ana perguntou-lhe o que fazia um homem, como ele, a conduzir um trenó na véspera de natal. Ele respondeu que tornava o natal especial. Ela compreendeu o que ele sentia, e quando se olharam nos olhos ficaram contentes por estarem a partilhar aquele momento um com o outro.


Com o Luar acima a iluminá-los, Ana sentiu uma vontade imensa em viver aquele momento até ao seu clímax. Deixou cair a mão sobre o músculo mais sensível dele e beijou ardentemente aquele pai natal misterioso e atraente.

Embora congelado pelo que estava a acontecer, o pai natal desabotoava o casaco branco comprido de Ana com o entusiasmo de uma criança desembrulhando o presente.


Sentado no trenó e com Ana em pé à sua frente, ficou fervoroso ao beijar aquele corpo esbelto, apalpando-lhe os seios através das saliências do vestido preto cetim.

Com as mãos quentes subiu entre as pernas frias, deixando-a em êxtase. Mas o pai natal queria que Ana esperasse um pouco mais pelas doze badaladas, e enfiou-se por baixo do vestido enquanto esta estremecia. Parou e perguntou-lhe se ela estava bem. Mas ela não falou, não conseguia parar.


Perdida em desejo, Ana desapertou-lhe o cinto, percorrendo o tronco liso até à sua cintura, enquanto o beijava. Inserindo a mão nas calças dele, Ana sentiu que o desejo era mútuo, deixou-se cair levemente, e deixou o "natal" entrar dentro de si.


Ele retirou-lhe suavemente o vestido e a lingerie vermelha, beijou os seus mamilos. O prazer intenso transbordava da face de Ana. Com o suor quente a percorrer os seus corpos frios, sentiam o momento em todo o esplendor. Com o Luar, o bosque em volta, e os sinos a badalarem dos cavalos, atingiram o clímax em simultâneo.


Enquanto trocavam carícias, os cavalos seguiram de volta para no hotel. Ana sentiu o cansaço do resfriado e adormeceu. Na manhã seguinte, acordou com os sinos. Sorrindo, olhou para o chão viu o cinto do pai natal. Seguindo o gorro, as calças, o casaco, e por fim, a barba do pai natal, quando abriu a porta e, olhou na direcção do jacuzzi, Ana encontrou o melhor natal da sua vida.



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